11/10/2011

De Janeiro à Janeiro



Sabe aquelas músicas que traduzem tudo que se passa dentro de você em apenas alguns minutos? Pois é, é dessas.

11/08/2011

Plenitude


E de repente, aquilo que eram muros tornam-se nuvens, fumaça.
Ainda é difícil de ver, mas não é intransponível.

Porque de repente aquilo que era vazio, torna-se completo.
Ainda é difícil perceber, mas dá para sentir.

E assim, como se de súbito, aquilo que não existia, torna-se amor
E não é mais difícil notar, pois é força.

É plenitude.

É paz.

Serenidade, suficiente para apagar os defeitos.

E de repente aquilo que era sonho, torna-se realidade.

E vou dizer pra você, é daquelas realidades gostosas de serem sentidas, sabe?

Daquelas que são muito mais plenas que o sonho... do que qualquer sonho.

De repente é amizade, é cor, é suavidade.

Mas acima de tudo, é certeza. É descoberta. É inocência.

É promessa de um dia claro. De uma noite fria.
De um beijo suave, um abraço apertado.

É promessa de nunca deixar, é confiança em acreditar.

De repente é acreditar novamente no brilho da lua,
Na sua solidão.

Na sua sina.

De repente, é mais do que tudo.
É atração, é desejo, é calor.

De repente é sangue que corre, pensamento que fica.
Pensamento bom.

De repente é água na fonte, é cachoeira que vibra.

De repente é som. É volume.

E no mesmo instante é silêncio.

De repente, e não mais que de repente, é um algo que cresce devagar, que desenvolve e se propaga no tempo, sem diminuir, sem decrescer... É um algo assim, como se enxergasse o que não se vê, como se tivesse o que não se tem, como se acreditasse no que, para todos os outros, não existe.

De repente, nada mais é, do que esperança.

Daquelas esperanças que duram. E só se despedaçam quando alcançadas, exatamente como se esperava acontecer...

Assim.

11/02/2011


E quando o passado começa a ser presente novamente, o que a gente faz?



10/21/2011

Pré-conceitos


E o papel da igreja [nós] é aceitar as pessoas que são rejeitadas aí fora. Então, por quê as julgamos, ao invés de amá-las?

10/14/2011

Portal


De tristeza mal feita escorriam as lágrimas
Era um misto entre a dúvida e o abstrato.

Não sei se você entenderia.
Mas tinha uma coisa, uma coisa de alma assim.

Em busca do controle
Em busca da perspicácia.

Um cansaço, uma esperança.
Quase antônimos.
Quase solitários.

Era aquela fase sabe?
Em que se quer ser criança,
Mas é adulto.
E não aquela em que quer ser adulto
Mas é criança.

Aquela fase que não acabava.

Porque no fundo, a verdade era uma:
Tudo era como antes. Nunca mudou.

Sempre foi assim
Sempre seria.

E no fim eram os olhos a janela da alma.
Mas não dá pra espichar os pés, e espiar por cima, meio escondido
Pra saber mesmo, só pulando para o outro lado.

No profundo.

Atravessando o brilho
E entrando no que era desconhecido.
Sozinho.

Aquele jardim, borrado com o fim da tarde, com flores desconhecidas, grandiosas silhuetas de árvores...
E aroma de alma.

8/29/2011

E poucos tem a coragem...

Porque conhecer a Deus é como ver o mar. Pode ser maravilhoso por fora, mas suas maiores belezas e seus maiores segredos estão no seu profundo.

:)

8/06/2011

Saudade


Não é vontade de voltar atrás, nem de reviver o que já passou, tampouco arrependimento das escolhas que tomei. É apenas saudade.

8/01/2011

MISTÉRIOS

Qual é o verdadeiro motivo de eu estar aqui? Será mesmo que existo? O que sou eu? Quem sou eu? Sou uma alma em um corpo, um corpo em uma alma? Sou uma ilusão? Penso, logo existo. Já dizia Descartes. Existo para o quê? Para quem? Para mim mesmo?

Talvez não tenhamos todas as respostas que gostaríamos de ter. Mas é como o próprio Sócrates disse, a pergunta é mais importante que a resposta.

O mundo transpira mistério, não é perceptível? Pessoas grandiosas, acreditando em suas filosofias passaram por aqui… Pessoas que contribuíram para a sociedade, acreditaram em seus ideais e nem sempre eles eram os certos, mas foram pessoas que incitaram outras a pensar, a raciocinar, a duvidar. Hoje o mistério do mundo não encanta mais, apenas o mistério do homem.

Nos acostumamos a nos encantar mais com o último aparelho de computador ou celular, do que com o crescer das plantas, o nascer do sol, o canto dos pássaros ou o barulho do rio. Nos importamos mais com o último modelo de sapato do que com o desenvolvimento dos pés, das unhas, dos dedos dentro do útero da mãe.

Não é engraçado? Cheiramos a mistério. O vento, as árvores, os sons, a música, a sinfonia do universo, das estrelas… luzes que demoram milhões de anos luz para chegar até nós não nos encantam mais, pois o dinheiro tomou o seu lugar.

Esquecemos de quem somos, de como fomos criados e de pra onde iremos. Não nos importamos em deixar nada de valioso para a nossa geração. Não nos importamos em deixar um marco, um sinal de que nos importamos com os que ainda virão, com os filhos dos nossos filhos.

Vivemos, apenas. É isso.

Não nos entregamos ao amor profundo. Não vivemos o amor. Preocupamos com nosso jantar, com nosso refrigerante, com nossa roupa, com nossa cama, com nosso futuro, nossos estudos, nossas dores. E não lembramos sequer do nome da pessoa com quem conversamos há cinco minutos atrás. Onde estamos?

Em um mundo sozinho. Em um mundo feito de pessoas sozinhas. Que vivem unidas, mas são sozinhas. Não sabem falar sobre a cor, sobre a poesia, sobre as palavras… Em um mundo onde os que pensam são loucos, e onde os que não questionam são sábios.

Quanto tempo levaremos para entender que estamos aqui por um simples fato: Marcar.

É isso. Estamos aqui para marcar. Marcar alguém, marcar muitas ou poucas pessoas, mas marcar. Não estou falando de se impor com suas idéias, agindo com agressividade, estou falando de praticar o que é certo, de pararmos de dizer que acreditamos em Deus e continuarmos vivendo como se não nos importássemos com o que Ele pensa. Mas dizermos que acreditamos em Deus, e vivermos aquilo que acreditamos. Intensamente. Estamos aqui para mostrar à humanidade que é bom vivermos corretamente. Que não trata-se de sermos bobos, mas de sermos sábios. O conhecimento é poder, já dizia Francis Bacon. E não é exatamente isso o que diz a Bíblia? “Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a as sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor e achará o conhecimento de Deus [...] assim andarás pelo caminho dos homens de bem e guardarás as veredas do justos. Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela.” Provérbios 2 fala sobre isso.

Você quer ser eterno na Terra? Marque sua existência! Seja menos cômodo, oras! Levante-se, pense, reflita sobre os mistérios. Por quê, afinal de contas, passarmos por essa Terra sem deixarmos nossas marcas? Sem explorarmos nossos mundos interiores, sem travarmos nossa guerra interior todos os dias? Porque nos acostumarmos com tudo, cedermos aos pecados, à ganância, ao conforto, quando há cheiro de mistério por aí, quando há cheiro de novidade, quando há ventos de coisas nunca antes descobertas, pensamentos nunca antes pensados, sentimentos nunca antes sentido, experiências com Deus, com pessoas, nunca antes vividas!

Explore-se.

Ora, pense melhor sobre tudo. Sobre quem você tem sido. Sobre quem você quer ser. Não seja mais um… Seja como a filha de Jairo, ou a mulher do fluxo de sangue, seja como Maria Madalena, como o cego Bartimeu, como Jesus, como Descartes, Sócrates, Durkheim, William Shakespeare, Aristóteles, Hegel, Marx, Rosseou, seja como Pedro, João, Lucas, Thiago… Ouse! Ouse pensar. Ouse sair da sua zona de conforto. Ouse arriscar-se. Ouse acreditar na sabedoria. Ouse vencer, romper suas barreiras, seus limites, suas limitações…

Pois pessoas que caminham contra o mundo, acabam marcando-o muito mais do que os que caminham em uma única direção.

O mundo é seu, não se adapte à ele, explore-o.

No fundo o verdadeiro motivo de você estar aqui é ser diferente. Não existe ninguém igual a você. Essa é a graça! O amor de Deus por você é tão imenso que Ele fez você um indivíduo particular, com suas próprias singularidades, para que você entendesse que é especial. E que muito mais do que um corpo, apenas, existe sentimento, existe cor, existe esperança, existe, principalmente, vida em você. Você é o mistério principal, não percebe?

Explore-se.

Beijos,

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Laís Schwarz

6/29/2011

O espelho


E ela olhava para o rosto no espelho. Tanta coisa mudara.
E ela olhava a alma no espelho. Muita coisa continuava do mesmo jeito.
É como se o tempo tivesse passado, é como se os outros olhassem para ela e não achassem que aquela criança era a mesma pessoa que aquela mulher. Mas ali, parada diante do espelho ela sabia que era a mesma.
Que seus medos não mudaram, nem seus sonhos.

Talvez tivesse crescido em alguns aspectos, tanta coisa a vida lhe ensinara. Mas é como se esses valores não levassem dela a infância.

Suas dores talvez fossem diferentes, mas não eram maiores. Eram dores ainda. Com a mesma intensidade, mesmo sem que fossem as mesmas circunstâncias.

Sentia falta de coisas que não deveria.

Mas que deixasse estar. O espelho lhe mostraria o caminho para o coração. Ela olharia através dele, mas entenderia que ainda assim era a mesma. Talvez deixara os interesses de menina para trás, mas não deixara para trás sua essência, a inocência que aplaina o caminho.

E um dia, quem sabe, ela perceberia que não é necessário o espelho. Porque no final das contas ela descobriria que o espelho mostra apenas uma parte de quem somos, a outra, a gente sente.

6/05/2011

A Subjetividade no Direito de Família

Essa semana escrevi um texto para um trabalho de Direito Civil. O tema era exatamente esse do título. Gostei do texto, e a professora disse que eu consegui entender o atual problema de tal subjetividade. Então, estou postando o texto, pois talvez acrescente algo a você.

Abraços,

Falar sobre subjetividade, não apenas no Direito de Família, mas em relação ao ser humano, é algo que exige estudo, dedicação e, principalmente, uma dose alta de paciência.
O Direito Civil, com todo sua sociologia enrustidamente (ou não) embutida, vem tratar desse tema de forma peculiar.
Todos os dias, em toda a parte, vemos problemas de ordem familiar, atualmente quão debatido tem sido a união estável homossexual, seus efeitos, suas características. Além disso, vemos um tema multidisciplinar que trata da Síndrome da Alienação Parental, temas antigos como as proibições de ordem sexual (como bem citado por Rodrigo da Cunha Pereira), além de temas calorosos, como a virgindade da mulher, ou adoção por casais homossexuais, o aborto que além de fato criminoso, incide, e muito, no Direito de Família e até mesmo matérias que versem sobre reconhecimento de paternidade, ou execução de alimentos.
Globalização, revolução tecnológica, rapidez de informações e mudanças não é apenas o que motiva e nos leva a percebermos essa subjetividade. Existe um algo mais. A sociedade sempre esteve em movimento. Eras medievais, pré históricas, renascentista, humanista, períodos negros ou claros, o mundo sempre esteve em mudança. A tecnologia talvez, acelere algumas coisas, mas não norteia e direciona as escolhas, tampouco a subjetividade. Existe algo que motiva o ser humano, existe algo que o cativa, que o induz, que o destrói ou constrói e esse algo é a paixão.
Tudo isso, está envolvido no Direito de Família, como o próprio texto ilustra, o pensamento de Freud acerca do desejo, das vontades, da sexualidade. Isso é o que motiva tanta subjetividade, tantos parâmetros, tantos desejos, desgovernados e diferentes entre si.
O mundo vive em um ciclo. A subjetividade do ser humano também.
Não se trata de modismos, de técnicas, de informação, trata-se de sentimento.
Portanto, até que ponto as outras pessoas nos instigam e nos convencem? Afinal, não somos nós um emaranhados de opiniões secundárias, formando nossa própria opinião, do nosso próprio jeito? Até que ponto a escola, por exemplo, pode interferir na educação, que deveria ser recebida dentro de casa? Até que ponto a vida aí fora tem que ensinar acerca de preconceito? Até que ponto o ser humano deve aprender, com o mundo, que o dinheiro não é o mais importante? Ou as marcas, ou o nome? Ou ainda mais, até que ponto o ESTADO exerce influência sobre o que queremos acreditar ou não?
Hoje, procurando acerca de assunto relevante do Direito de Família, encontrei um que me chamou a atenção. Uma moça, em um site bem conhecido da internet pergunta: “Sofri preconceito por não ser casada, isso é crime?”
PRECONCEITO.
De tudo que nos move, nos cerca, nos induz, nos conduz, nos amarra, nos liberta, podemos sempre perceber que existe dentro de nós preconceitos. Aquele preconceito sutil, que a sociedade busca esconder, mas não matar. Trata bem pra não demonstrar o preconceito. Trata bem para demonstrar que aceita como é. Todas as nossas limitações gira em torno do preconceito. Nos limitamos porque não queremos ser extravagantes demais ou reprimidos demais. Nos limitamos por não saber o que a nossa FAMÍLIA ou nosso círculo social pensará se tomarmos certa decisão. Não apenas me referindo a opção sexual, mas também à religião, à se envolver com um branco, ruivo, negro ou indígena. Preconceito em relação a quem é casado ou não, a quem é mulher ou não.
E aonde entra a Subjetividade nesse tema? Entra no bojo familiar. Na educação, que deveria ser dada pela família, e não pela escola. Acerca de que somos seres humanos. Somos todos iguais. Com olhos que enxergam ou não, com boca que fala ou não, com ouvidos que ouvem ou não, com a pele mais clara ou não, com tinta no rosto ou não, cristão ou não. No fundo somos um povo só. Um raça só. A raça humana.
Até quando precisamos viver como se estivéssemos preparados para uma guerra contra o próximo, quando a guerra deveria ser travada contra nós mesmos, contra nossas vontades errôneas, nossos pensamentos de maldade, nossas condutas erradas, que só nós conhecemos. Até quando guerrearemos contra o homossexual, o heterossexual, a prostituta, o negro, o branco, o evangélico, o católico? Se passássemos a pensar que a guerra é contra nós, contra nossas vontades intolerantes e erradas, é que perceberíamos que o mundo se tornaria muito mais agradável. Pois assim, lutando contra nossos defeitos de caráter, seríamos pessoas melhores.
E o Direito de Família, em seu cerne, busca com todas as forças entregar essa igualdade, essa satisfação, esse Estado positivista ao povo. Mas o povo não compreende. Ninguém compreende. No final das contas, a subjetividade está em nosso centro, no nosso DNA, nos nossos pensamentos, nas nossas vivências, passado, naquilo que formou nosso caráter, na nossa personalidade, nos nossos sonhos. Se atentássemos a Subjetividade de cada um ao que há de melhor, teríamos um Estado, verdadeiramente, respeitoso e digno.
Não é tão difícil, principalmente depois de lermos os textos que orientados pela professora, entendermos que tudo é uma questão de amar, de respeitar, é como diz o próprio autor “No fundo, o que se pretende em todos esses litígios e demandas judiciais é apenas não se deparar com o desamparo e o desamor.”
Pois afinal de contas, somos no fundo, uma única família. Subjetiva por demais.

Laís Schwarz Viana Fernandes