11/08/2011

Plenitude


E de repente, aquilo que eram muros tornam-se nuvens, fumaça.
Ainda é difícil de ver, mas não é intransponível.

Porque de repente aquilo que era vazio, torna-se completo.
Ainda é difícil perceber, mas dá para sentir.

E assim, como se de súbito, aquilo que não existia, torna-se amor
E não é mais difícil notar, pois é força.

É plenitude.

É paz.

Serenidade, suficiente para apagar os defeitos.

E de repente aquilo que era sonho, torna-se realidade.

E vou dizer pra você, é daquelas realidades gostosas de serem sentidas, sabe?

Daquelas que são muito mais plenas que o sonho... do que qualquer sonho.

De repente é amizade, é cor, é suavidade.

Mas acima de tudo, é certeza. É descoberta. É inocência.

É promessa de um dia claro. De uma noite fria.
De um beijo suave, um abraço apertado.

É promessa de nunca deixar, é confiança em acreditar.

De repente é acreditar novamente no brilho da lua,
Na sua solidão.

Na sua sina.

De repente, é mais do que tudo.
É atração, é desejo, é calor.

De repente é sangue que corre, pensamento que fica.
Pensamento bom.

De repente é água na fonte, é cachoeira que vibra.

De repente é som. É volume.

E no mesmo instante é silêncio.

De repente, e não mais que de repente, é um algo que cresce devagar, que desenvolve e se propaga no tempo, sem diminuir, sem decrescer... É um algo assim, como se enxergasse o que não se vê, como se tivesse o que não se tem, como se acreditasse no que, para todos os outros, não existe.

De repente, nada mais é, do que esperança.

Daquelas esperanças que duram. E só se despedaçam quando alcançadas, exatamente como se esperava acontecer...

Assim.
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