4/22/2012

Sempre



Aí você sente o cheiro da chuva. Sente o renovo. O vento forte. Aí sua lembrança viaja até àquele sentimento que não passa. Que a chuva não lava e o vento não leva. Aquele sentimento que permanece e cresce, mesmo quando sai o sol. Aquele que está dentro, no profundo. Aí você sente saudade. Daquilo que passou, daquilo que nem aconteceu ainda. De todos os momentos, os abraços... O cheiro! E você segura, como uma mãe segura um filho, como a vida segura o tempo, como a terra segura a árvore. Ninguém leva. Ninguém arranca. É mais do que simplesmente caminhar, é crescer, é sentir... é libertar-se. É amar. (Eu te amo Andre Luis Pasqualotto)



2/29/2012




Daí a gente quer abraçar, quer pegar na mão...
Quer chorar, enxugar as lágrimas
E aí a gente quer correr de mãos dadas contra o vento
Amparar os pássaros
Correr rumo à fonte...


Aí a gente quer nadar no mar
Abraçar na areia
Enxergar o pôr do sol
E desabafar
E desabar...

E de repente a gente quer sentir a grama nos pés
A gente quer ouvir outros passos atrás
Roçando na grama
Pisando no chão.

É quando a gente quer um amigo
Uma aliança – não de dedo – de alma
De sorrisos
De fidelidade

É quando a gente sabe que não haverá mais ninguém assim
Como aquele
Com aquele jeito de escrever, aquele jeito de sorrir
Com aquela voz, aqueles lábios, aquele cabelo...
Com aqueles sonhos!

É quando você quer, mas não pode, não consegue.
É quando você percebe que tem uma força.
Que tem mais força.
Que tem...

É aí que a distância vira esquina.
A esquina vira ao lado
E ao lado vira junto.

Um sonho.

Um dia com você. Meus dias com você.


1/18/2012

Sobre as pessoas


Existem pessoas que entram na sua vida, mas logo saem sem fazer muita diferença. Mas existem pessoas que não. Algumas vezes, aliás, a sua vida é dividida entre antes daquela pessoa entrar na sua vida, e depois de ela entrar. Principalmente, quando ela te faz bem.

12/15/2011

Acordes


Não adianta, não tenho inspiração.

Começo a escrever, e logo tudo some.

Vira fumaça, nuvem.

Então eu começo de novo.

Recomeço.

Recomeço.

Mas não dá. Porque algumas vezes não existem recomeços.

Existe novidade. Existem decisões diferentes, sobre caminhos diferentes.

Quem me conhece, sabe que não desisto.

Quando quero, faço, vou atrás.

Mas minha alma é movida por desejo.

Alimentada por vontade.

Quando acaba a vontade, ela morre de fome.

E esquece.

Eu poderia dizer que quero continuar.

Mas isso não é verdade.

Não há expectativa. Não há alimento.

Quando olho pra dentro de mim, minha alma parece esmagada.

Dolorida. Machucada.

Mas não mais sozinha. Isso eu já percebi.

Sigo caminhando, talvez ninguém me veja.

Talvez ninguém pare para conversar comigo, sobre o tempo que seja.

Talvez no meio do caminho, eu vá sozinha.

Carregando minha mochila, com todo meu passado, com todos os meus sonhos, com todos os meus planos. E o meu violão.

Talvez eu descarregue a mochila, se pesar.

Mas a verdade, é que o caminho não me importa muito.

O ir importa. E é ele quem faz o caminho.

Se você olhar pra mim, com esses olhos orgulhosos

E disser que não.

Eu retribuirei o olhar, com dor.

Mas não insistirei. Talvez eu diga jamais, apesar de não gostar dessa palavra.

Agora, se o seu orgulho, for derrubado como aquelas muralhas...

E você olhar pra mim, com os olhos de amor.

E disser que sim.

Eu prometo que não haverá mais nada além de confiança.

E eu insistirei até o fim. E direi para sempre.

E amarei para sempre.

Pois bem, enquanto continuo caminhando na incerteza.

Não me preocupo com o alvo, pois sei que vou alcançá-lo.

E o alvo não é você.

O alvo é Ele.

Só te peço por favor, não me deixe cansar.

Se quiser caminhar comigo, iremos juntos, de mãos dadas.

Dividiremos nossos sonhos, nosso peso.

Você carregará um pouco dos meus, e eu um pouco dos seus.

E assim, não ficará pesado pra ninguém.

Só te peço, por favor.

Não faça de conta que não há. Não ignore.

A gente não ignora as pessoas que estão caminhando e param para conversar conosco.

A gente não se desfaz delas. Não deixa pra lá quem se importa com a gente.

Pode ser que digamos não. Mas sem ignorar.

Já decidi, e isso não importa.

Talvez eu tenha que caminhar sozinha por um tempo.

Logo existirá alguém que caminhe comigo.

Que diga sim.

Que tenha as mesmas ambições.

Mas me retire da angústia. Antes que o cansaço me domine.

Eu não quero te abandonar outra vez, depois de tanto caminhar.

Eu só quero descansar. Sentar de repente, no meio da estrada, tirar o violão da capa, e tocar.

Tocar um novo som, uma nova música.

Ouvir o que quer dizer meu coração.

Não irei desistir. Nem estou falando que quero.

Mas no final das contas, não é que a gente desiste, é que a gente, às vezes, cansa.

Não é que a gente cansa de caminhar, a gente cansa mesmo é de esperar.

Aí a gente muda de rumo, de direção...

Sem trocar o alvo.

Trocando, talvez, de sonhos. De acordes, de melodia.

Clareando o caminho. Sonorizando os passos. No compasso do toque da mão no violão.

No jeito correto de apertar os dedos nas cordas.

Reencontrando emoções e dando novo sentido à vida.

Ao caminhar. Ao dedilhar.

A nós mesmos.

12/08/2011

Para ele


Ele sempre vem. Derrubando as muralhas.
Vem quebrando as concepções, criando princípios.
Ele chega de mansinho, me envolve, me cativa.

Fala manso, sussurra no ouvido.
Passeia pelos meus sentimentos, e faz mudar tudo.
Muda o rumo das coisas, transformando a dor em conforto.

Ele chega, como quem não quer nada, me agradece por tudo
Me aprisiona, e depois me deixa.

Me deixa como se não fosse mais voltar.
Me deixa com as minhas dores, e demora voltar.

Mas volta.

Foi ele quem me fez caminhar.
Transbordar, por tantas vezes.
Perdoar.

Ele me ensinou a sorrir, a dizer não.
A acreditar em mim.

Me mostrou que o passado, na verdade nem existe. É tudo uma coisa só.
Na verdade ele nem é dono do que passou.
Nem eu.
Nem ninguém.

E depois que me abandona, volta, como se não quisesse nada.
Me pega no colo, me gira no ar.
Me abraça.
Cheira meus cabelos, sente o calor da minha pele.

Olha nos meus olhos, com o mais profundo olhar...
E me leva.
Me envolve. Me beija.
Me solta ao léu. Transbordando de paixão.

E de repente, ele acalma as ondas.
Ele me traz a paz.
Me faz entender que é mais, amar é mais...

Amar é muito mais.
Amar é aquele algo profundo.
Muito mais profundo.

Não é paixão. É aquele dividir de alma. Encontrar de alma.
Aquele dividir de sonhos, de cores, de tratos.

Amar é aquilo que nos faz apoiar, quando tropeçamos.
Abrindo os braços, quando se chora.

Ele me mostra tudo isso, assim de repente.
Que amar é isso. Amar é fundo, é profundo.

É ele. Esse dono dos meus dias.

Que me carrega.

Me faz sentir saudade, daquilo que já foi. Me faz sonhar com o que pode ser.
Com o que será.
É ele que me deixa curiosa, nesse misto de paz e loucura. Certeza e curiosidade.
Pra saber quem será, como será, o que será.

É ele, o mais lindo de todos.
O que consegue me fazer perceber, que de repente tudo já passou, e eu estou bem.
Amadureci, cresci, sarou... passou.

Meu doce e eterno: TEMPO.


11/29/2011

Permanecer



Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições. Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados. Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tende nos céus uma possessão melhor e permanente. Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um pouquinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará. Mas o justo viverá pela fé, e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós porém não somos daqueles que retrocedem, mas daqueles que permanecem para a conservação da alma.

Hebreus 10.32-39


11/24/2011

Só importa Jesus


A E
E de repente, eu percebi
D D9 D
Que nada mais importa
A E
Os meus sonhos, minhas vontades
D Bm E
O meu caminhar... tampouco os meus pés ou mãos.


A E
Não! Não importa...

D Bm D E
Não importa os olhares, os olhos ou lugares
A
Não importa mais.

A E
Não! Não importa...
D Bm
Não importa o meu passado
D E
Não importa os meus desejos
A
Apenas Jesus.

Só importa Jesus.



[Voltei a compor! E enxerguei muita coisa. :)] >>> provavelmente a cifra está fora de lugar, é difícil editar aqui! :D


11/15/2011

mágoa


Acontece que algumas vezes você tem que deixar passar, sem deixar crescer.
Acontece que algumas vezes a escolha não depende só de você.
E algumas vezes você terá que dar tchau, mesmo sem querer.

Acontece que algumas vezes vão machucar seu coração. E vai doer.
Mas vai passar.
Isso é certo.

Acontece que na maioria das vezes você não pode tomar decisões pelos outros.
E algumas vezes você tem que voltar atrás com as suas por causa dos outros.

E poucas vezes você vai decidir amar alguém. Mas talvez essa pessoa não te ame de volta.
E poucas vezes é a mágoa que não deixa.

Mas aí você vai ter que virar a cabeça e olhar em outra direção. Porque acontece que na vida, não existe apenas uma escolha...

E talvez doa. Mas passa.

Porque no final você acaba entendendo que as escolhas, assim como a salvação, são pessoais.
Não se escolhe pelo outro.
Ele tem que escolher sozinho.

Acontece que eu pensei que pudesse te amar. Eu estava disposta a isso. Mas virei a cabeça e percebi que existem escolhas que não cabem só a mim.

E então decidi seguir em frente.

Mais uma vez.

11/10/2011

De Janeiro à Janeiro



Sabe aquelas músicas que traduzem tudo que se passa dentro de você em apenas alguns minutos? Pois é, é dessas.

11/08/2011

Plenitude


E de repente, aquilo que eram muros tornam-se nuvens, fumaça.
Ainda é difícil de ver, mas não é intransponível.

Porque de repente aquilo que era vazio, torna-se completo.
Ainda é difícil perceber, mas dá para sentir.

E assim, como se de súbito, aquilo que não existia, torna-se amor
E não é mais difícil notar, pois é força.

É plenitude.

É paz.

Serenidade, suficiente para apagar os defeitos.

E de repente aquilo que era sonho, torna-se realidade.

E vou dizer pra você, é daquelas realidades gostosas de serem sentidas, sabe?

Daquelas que são muito mais plenas que o sonho... do que qualquer sonho.

De repente é amizade, é cor, é suavidade.

Mas acima de tudo, é certeza. É descoberta. É inocência.

É promessa de um dia claro. De uma noite fria.
De um beijo suave, um abraço apertado.

É promessa de nunca deixar, é confiança em acreditar.

De repente é acreditar novamente no brilho da lua,
Na sua solidão.

Na sua sina.

De repente, é mais do que tudo.
É atração, é desejo, é calor.

De repente é sangue que corre, pensamento que fica.
Pensamento bom.

De repente é água na fonte, é cachoeira que vibra.

De repente é som. É volume.

E no mesmo instante é silêncio.

De repente, e não mais que de repente, é um algo que cresce devagar, que desenvolve e se propaga no tempo, sem diminuir, sem decrescer... É um algo assim, como se enxergasse o que não se vê, como se tivesse o que não se tem, como se acreditasse no que, para todos os outros, não existe.

De repente, nada mais é, do que esperança.

Daquelas esperanças que duram. E só se despedaçam quando alcançadas, exatamente como se esperava acontecer...

Assim.