4/27/2009
4/21/2009
4/06/2009
3/29/2009
Te conhecer - Toque no Altar

(Apesar de saber que esses posts não rendem muitos comentários, eu gosto de postar o que estou sentindo, o que tenho vontade. E senti vontade de postar essa música, só. =D)
Tudo que eu quero está em Ti
Toda minha vida eu Te entrego
Pois não há outro além de Ti
Tudo que eu possa conquistar
Não se compara à Tua presença
Nem ao prazer de Te adorar
Dias vem, dias vão
E em meu coração
Só aumenta o desejo de Te encontrar
Agradecido eu sou
Pelo que já recebi
Mas não estou satisfeito
Eu quero mais
Te conhecer e prosseguir em Te conhecer
Este é o alvo da minha vida, Senhor!
Te conhecer e prosseguir em Te conhecer
É tudo que eu quero pra minha vida, Senhor!
Eu quero Te ver como nunca Te vi
Tocar- Te e sentir Tuas mãos me tocar
Podes fazer em mim o que tens que fazer
Quero ser segundo o Seu coração...
=]
Tu és o alvo da minha vida, Jesus!!!!!!! s2
3/25/2009
Diferente- Laís Schwarz

Será que isso tudo é um erro?
Daqueles que a gente arrepende depois?
Daqueles que a gente quer fugir mas não dá conta?
Daqueles erros, que jamais saberíamos que são erros se não tivéssemos tentado?
Apesar do sentimento de culpa
Não faço idéia de como minha vida estaria acontecendo
Sem você ao meu lado,
Seria vazia.
Porque depois que você chegou, preencheu um vazio
E há tantas diferenças entre nós
Mas o valor do respeito
É medido por nossas atitudes
Dizer o que sinto em ter-lhe tão perto e tão longe
É sublime, vazio. Talvez cheio demais.
Você me faz bem.
Me faz muito bem.
Me faz gargalhar,
Me faz acreditar,
Naquilo que sou
E não sabia.
Porque eu aprendi a gostar do seu jeito
Seu perfume
Seus trejeitos
Eu já conheço seu sorriso.
Eu já conheço você.
Já me acostumei com o timbre da sua voz,
E ele entra em mim doce
E dolorido.
Gostaria muito que certas coisas fossem diferentes.
Gostaria muito que isso não fosse errado.
Que fosse certo, que fosse nosso. Só nosso.
Puro, natural, cheio de paz.
Gostaria que essa dor passasse.
Ela só passa com seu sorriso.
Mas depois
Quando ele se despedaça
A dor volta
Domina meus sentidos
Dor.
Eu, que sempre apaguei lembranças tão rápido
Elas parecem estar se vingando,
Brincando comigo.
Usando você.
Não tenho o que dizer
Só queria que tudo fosse diferente!
Porque só assim, poderia lhe olhar sem receio,
Poderia lhe tocar, lhe sentir. Sem medo. Apenas sentir.
Assim eu poderia ouvir você respirar.
Sem precisar fingir que não ligo.
Sem precisar mentir.
Mas as coisas não são diferentes
E eu aprendi a fingir
Aprendi a fugir.
De você, do seu cheiro, da sua voz...
Mas não da dor.
Justo agora.
Completamente perdida.
2/23/2009
Poesia para o dia - Laís Schwarz (EU! =P)

O bom mesmo é fazer poesia para o dia
Para o que aparentemente é normal
Para o insano, o contente, o simples
Bom mesmo é fazer poesia sobre a vida
Sobre as pessoas que passam por nós a cada novo dia
Sobre as nuvens que vivem mudando de lugar no céu azul
Sobre a música que nos traz um sentimento novo cada vez que é ouvida
Sobre o vento que não tem medo de bagunçar nosso cabelo
Bom mesmo é fazer poesia sobre o sorriso, sobre o choro, sobre sonhos
Bom mesmo é falar sobre a birra da criança
Bom mesmo é falar sobre a macarronada quentinha
Sobre a Coca-Cola no fim de semana
Não sei o porquê de as pessoas viverem fazendo poesia sobre nostalgia
Quando cada simples ato esconde milhares de segredos
Quando cada simples beijo esconde turbilhões de desejos
É tão mais bonito falar sobre as flores
Falar sobre as árvores
Falar sobre os pés, as mãos, os cabelos, as bocas
É tão mais bonito falar sobre buscas
Poesia montada
Poesia contada
Não exala sentimento
É poesia jogada fora
O bom mesmo é aquela poesia que fala com você
Que escorre pelos seus olhos
A poesia que é construída com experiências reais de vida
A poesia que você conhece, melhor do que o próprio poeta
Muito melhor é falar dos filhos, dos netos, dos pais
Do que dos amores do poeta que eu nunca conhecerei
Muito melhor é falar sobre o sol, a lua, o mar
Do que dos gostos exauridos de um poeta perdido
Porque poeta não é quem poetiza as palavras
Poeta é quem poetiza a vida.
2/20/2009
A Azia Presidencial
O Diretor-Executivo de Jornalismo da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel enviou o seguinte comentário à revista piauí sobre a reportagem "Azia, ou o dia da caça" (piauí_28, janeiro 2009) em que o Presidente Lula discorre sobre o fato de a imprensa lhe causar azia:
"Na reportagem 'Azia, ou o dia da caça', o presidente Lula diz ter um ressentimento profundo em relação a cobertura das eleições de 2006 realizada pela TV Globo. O autor da matéria assim interpretou as razões desse ressentimento: 'Na véspera do primeiro turno, o Jornal Nacional exibiu imagen de montes de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal, com petistas que tentavam compre um dossiê falso contra José Serra. No governo e no PT, atribui-se a necessidade do segundo turno a essa reportagem.'
Se as fotos são motivo, a TV Globo lamenta o ressentimento do presidente, mas se orgulha da cobertura que fez. Divulgar aquelas fotos era uma obrigação jornalística que a Globo cumpriu segundo todos os preceitos éticos. As mesmas fotos, com igual destaque, foram também divulgadas pelos telejornais concorrentes, no mesmo dia, em ediçòes que antecederam ao Jornal Nacional. Também a imprensa escrita deu enorme destaque äs fotos em suas primeiras páginas.
Numa campanha eleitoral acidentada pode ser desagradácel ver publicadas as fotos de maços de dinheiro usados atabalhoadamente por correligionários que, contra a vontade do candidato, tentam métodos heteódoxos para vencer. Pode dar azia. Mas a imprensa não é correligionária. Ela não é amiga. Não pode ser. A ela cabe apenas noticiar, sem se importar minimamente com o efeito eleitoraldas notícias nas diversas campanhas. A imprensa de qualidade age assim. Sempre. E não perde o sono, não sente azia, não guarda ressentimentos.
No fim, o povo, bem informado, decide e forma opinião livremente, num ritual em que uma eleição pode ir além de um primeiro turno, levada pelos fatos e pelas notícias, mas nunca pelos menageiros, pelos veículos. Estes, ao continuar noticiando e ao dar a todos o direito de falar, de explicar e de debater, propiciam que vença aquele que melhor convence, muitas vezes uma vitória larga a ponto de curar azia.
Depois de tantos anos, o que causa surpresa é uma abiguidade do presidente: quando, em solenidades públicas cujo tema é a imprensa, faz elogios protocolares ao pael do jornalismo, mas fala mal dele sempre que os fatos noticiados não sÃo do seu agrado. Tal comportamento pode levar à interpretação de que o presidente teria gostoi por uma imprensa dócil, numa época em que todo democrata, como ele, sabe que o papel da imprensa não é nem ser dócil nem ser hostil, mas veraz."
Precisa dizer mais alguma coisa?
"Na reportagem 'Azia, ou o dia da caça', o presidente Lula diz ter um ressentimento profundo em relação a cobertura das eleições de 2006 realizada pela TV Globo. O autor da matéria assim interpretou as razões desse ressentimento: 'Na véspera do primeiro turno, o Jornal Nacional exibiu imagen de montes de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal, com petistas que tentavam compre um dossiê falso contra José Serra. No governo e no PT, atribui-se a necessidade do segundo turno a essa reportagem.'
Se as fotos são motivo, a TV Globo lamenta o ressentimento do presidente, mas se orgulha da cobertura que fez. Divulgar aquelas fotos era uma obrigação jornalística que a Globo cumpriu segundo todos os preceitos éticos. As mesmas fotos, com igual destaque, foram também divulgadas pelos telejornais concorrentes, no mesmo dia, em ediçòes que antecederam ao Jornal Nacional. Também a imprensa escrita deu enorme destaque äs fotos em suas primeiras páginas.
Numa campanha eleitoral acidentada pode ser desagradácel ver publicadas as fotos de maços de dinheiro usados atabalhoadamente por correligionários que, contra a vontade do candidato, tentam métodos heteódoxos para vencer. Pode dar azia. Mas a imprensa não é correligionária. Ela não é amiga. Não pode ser. A ela cabe apenas noticiar, sem se importar minimamente com o efeito eleitoraldas notícias nas diversas campanhas. A imprensa de qualidade age assim. Sempre. E não perde o sono, não sente azia, não guarda ressentimentos.
No fim, o povo, bem informado, decide e forma opinião livremente, num ritual em que uma eleição pode ir além de um primeiro turno, levada pelos fatos e pelas notícias, mas nunca pelos menageiros, pelos veículos. Estes, ao continuar noticiando e ao dar a todos o direito de falar, de explicar e de debater, propiciam que vença aquele que melhor convence, muitas vezes uma vitória larga a ponto de curar azia.
Depois de tantos anos, o que causa surpresa é uma abiguidade do presidente: quando, em solenidades públicas cujo tema é a imprensa, faz elogios protocolares ao pael do jornalismo, mas fala mal dele sempre que os fatos noticiados não sÃo do seu agrado. Tal comportamento pode levar à interpretação de que o presidente teria gostoi por uma imprensa dócil, numa época em que todo democrata, como ele, sabe que o papel da imprensa não é nem ser dócil nem ser hostil, mas veraz."
Precisa dizer mais alguma coisa?
2/14/2009
Para viver um grande amor- Vinícius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
"Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor.
Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor."
2/05/2009
Via Láctea- Olavo Bilac [XIII]

"'Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!' E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálido aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: 'Tresloucado amigo!
Que conversa com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?'
E eu vos direi: 'Amai para entendê-las
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.'"
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