
3/25/2009
Diferente- Laís Schwarz

2/23/2009
Poesia para o dia - Laís Schwarz (EU! =P)

O bom mesmo é fazer poesia para o dia
Para o que aparentemente é normal
Para o insano, o contente, o simples
Bom mesmo é fazer poesia sobre a vida
Sobre as pessoas que passam por nós a cada novo dia
Sobre as nuvens que vivem mudando de lugar no céu azul
Sobre a música que nos traz um sentimento novo cada vez que é ouvida
Sobre o vento que não tem medo de bagunçar nosso cabelo
Bom mesmo é fazer poesia sobre o sorriso, sobre o choro, sobre sonhos
Bom mesmo é falar sobre a birra da criança
Bom mesmo é falar sobre a macarronada quentinha
Sobre a Coca-Cola no fim de semana
Não sei o porquê de as pessoas viverem fazendo poesia sobre nostalgia
Quando cada simples ato esconde milhares de segredos
Quando cada simples beijo esconde turbilhões de desejos
É tão mais bonito falar sobre as flores
Falar sobre as árvores
Falar sobre os pés, as mãos, os cabelos, as bocas
É tão mais bonito falar sobre buscas
Poesia montada
Poesia contada
Não exala sentimento
É poesia jogada fora
O bom mesmo é aquela poesia que fala com você
Que escorre pelos seus olhos
A poesia que é construída com experiências reais de vida
A poesia que você conhece, melhor do que o próprio poeta
Muito melhor é falar dos filhos, dos netos, dos pais
Do que dos amores do poeta que eu nunca conhecerei
Muito melhor é falar sobre o sol, a lua, o mar
Do que dos gostos exauridos de um poeta perdido
Porque poeta não é quem poetiza as palavras
Poeta é quem poetiza a vida.
2/20/2009
A Azia Presidencial
"Na reportagem 'Azia, ou o dia da caça', o presidente Lula diz ter um ressentimento profundo em relação a cobertura das eleições de 2006 realizada pela TV Globo. O autor da matéria assim interpretou as razões desse ressentimento: 'Na véspera do primeiro turno, o Jornal Nacional exibiu imagen de montes de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal, com petistas que tentavam compre um dossiê falso contra José Serra. No governo e no PT, atribui-se a necessidade do segundo turno a essa reportagem.'
Se as fotos são motivo, a TV Globo lamenta o ressentimento do presidente, mas se orgulha da cobertura que fez. Divulgar aquelas fotos era uma obrigação jornalística que a Globo cumpriu segundo todos os preceitos éticos. As mesmas fotos, com igual destaque, foram também divulgadas pelos telejornais concorrentes, no mesmo dia, em ediçòes que antecederam ao Jornal Nacional. Também a imprensa escrita deu enorme destaque äs fotos em suas primeiras páginas.
Numa campanha eleitoral acidentada pode ser desagradácel ver publicadas as fotos de maços de dinheiro usados atabalhoadamente por correligionários que, contra a vontade do candidato, tentam métodos heteódoxos para vencer. Pode dar azia. Mas a imprensa não é correligionária. Ela não é amiga. Não pode ser. A ela cabe apenas noticiar, sem se importar minimamente com o efeito eleitoraldas notícias nas diversas campanhas. A imprensa de qualidade age assim. Sempre. E não perde o sono, não sente azia, não guarda ressentimentos.
No fim, o povo, bem informado, decide e forma opinião livremente, num ritual em que uma eleição pode ir além de um primeiro turno, levada pelos fatos e pelas notícias, mas nunca pelos menageiros, pelos veículos. Estes, ao continuar noticiando e ao dar a todos o direito de falar, de explicar e de debater, propiciam que vença aquele que melhor convence, muitas vezes uma vitória larga a ponto de curar azia.
Depois de tantos anos, o que causa surpresa é uma abiguidade do presidente: quando, em solenidades públicas cujo tema é a imprensa, faz elogios protocolares ao pael do jornalismo, mas fala mal dele sempre que os fatos noticiados não sÃo do seu agrado. Tal comportamento pode levar à interpretação de que o presidente teria gostoi por uma imprensa dócil, numa época em que todo democrata, como ele, sabe que o papel da imprensa não é nem ser dócil nem ser hostil, mas veraz."
Precisa dizer mais alguma coisa?
2/14/2009
Para viver um grande amor- Vinícius de Moraes

2/05/2009
Via Láctea- Olavo Bilac [XIII]

2/03/2009
Primeiro dia de aula

Saí de Campo Verde às 4 horas da tarde. Arrumadinha, com uma bolsa enorme no braço, um travesseiro maior ainda e minha disposição. Entrei no ônibus, nenhum rosto conhecido, até então. Quando enfim, o ônibus pára na frente do Supermercado Ponto Sul, vejo entrar no ônibus uma quantida imensurável de gente [isso porque ainda não começaram as aulas em todas as faculdades, apenas na UNIC.] Pessoas que eu não conversava havia anos. Todos ali. Conversamos, rimos. Saímos de Campo Verde. Ouço no fundo uma música sertaneja, que começa a ficar mais e mais alta. Quando olho para frente, na televisão está passando o show de uma dupla sertaneja, que por mais que eu tente lembrar o nome fica difícil. O som vai aumentando, a um ponto impossível de se aguentar. Olho pro lado, a estrada passando. Resolvi tomar o remédio, antes que começasse a ficar enjoada e vomitar na galera. Tomei sem água, indisposição total para buscar a água lá no fim do corredor. Resultado: Remédio entalado no meio da garganta, daqueles que você fica sentindo durante horas.
Coloquei meu mp4 nos ouvidos. MP4 estragado. Peguei o MP3 reserva, à pilha, com pouca música, graças à minha tia que o comprou pra mim. Serviu pra alguma coisa. Pra muita coisa.
No meio do caminho o cara grita: - Uma carreta derrapou na estrada! Tão tirando o petróleo da pista.
Dei aquela olhadinha pra um veterano de ônibus, que respondeu com um largo sorriso:
-Ih! Relaxa que isso é normal.
Graças a Deus, quando passamos pelo local do derrapamento o petróleo não estava mais lá e a pista estava liberada, não nos atrasamos. Chegamos 6:50 na faculdade. Eu estava perdida, as meninas me acompanharam, dizendo: Tá vendo? Aquele ali é o nosso bloco! O bloco de Direito.
[aquela leve vaidade da um pulo em mim] Leve, hein!
Cheguei na sala, aquele gelo. Não apenas o gelo do ar condicionado, mas principalmente aquele gelo, ahn... como eu posso dizer? Gelo emocional. Daqueles que só existe no primeiro dia. Olhei para uma senhora na minha frente, loira, bem maquiada. Dei um leve sorriso. Nada em troca. Professor entra na sala. Fala sobre coisas que até agora eu não consego me lembrar o que eram. Na verdade me lembro até o momento em que ele nos lembra sobre o que irá falar no decorrer do semestre. Depois ele começa a falar de provas, notas, faltas.
Mas uma das coisas mais interessantes, é o meu ima para atrair colegas indesejáveis em sala de aula. O cara com a maior pinta de bêbado, sentado no meio da sala. Já tinha atrapalhado a aula outras vezes, com perguntinhas toscas, daquelas que te faz pensar: O que estou fazendo aqui?- ou talvez, - o que ele está fazendo aqui? Numa faculdade?
Mas enfim, o cara começa a perguntar sobre antecedentes criminais. Perguntou se uma pessoa que vai prestar exame da OAB pode ter antecedentes criminais, mesmo que cumpridos. Pasmem, tremi.
Intervalo, desci pra comer alguma coisa. Sentei num banco, no canto. Sozinha. Abri o livro que estou lendo: Crespúsculo. Exatamente quando Edward sai ao sol. Estonteante de tanto brilho. Comi meu lanche. Subi. Professora de Linguagem Forense. Apresenta sua matéria, e sobre o que estará falando no decorrer do ano. PALAVRA CHAVE: COMUNICAÇÃO.
Saudades.
Ela olha pra mim e diz: Comunicação é tudo.
E a saudade? Fiquei com vontade de, sei lá, perguntar se estudaríamos Berlo, DeFleur. E, exatamente, quando estava pensando nisso, ela vira novamente [mereço?] pra mim e diz:
- Estudaremos, Teoria da Comunicação!
Fiquei tão feliz. Sabe aquela felicidade de se sentir novamente em casa? Sentir confortável? Afinal, eu já conhecia o território não precisava ter medo.
Mas a saudade foi tão infiel. Tantas coisas passaram pela minha cabeça, que quando asssustei já era hora de ir. Nos encontramos na frente da faculdade e ali estava o pessoal. Entrei no ônibus. Havia um menino que mesmo quando todas as luzes apagaram, insistia em não calar a boca. Queria conversar, com a voz no volume mais alto, estéreo e com direito a Home Theater.
Tirei um cochilo de 1 hora. Quando vi já havíamos chegado. Voltamos por outro caminho, mais curto.
Meia noite e meia. Comi, assisti tv [enquanto comia], li a Bíblia, orei e dormi.
E hoje estou aqui, correndo atrás de IED e Linguagem Forense. Agora, não mais por vaidade, por necessidade, talvez.
P.S: Tentei de todas as formas incluir nesse texto algo sobre a entrevista que Lula prestou à revista Piauí, dizendo que a imprensa lhe dá náuseas. Mas a entrevista foi tão elevada, que jamais caberia em um texto tão infantil e sem conhecimento de um primeiro dia de aula.
Poupe-me.
12/28/2008
Feliz Ontem Novo

Eu estava aqui pensando, como minha vida é uma loucura. Todo dia, uma novidade. A verdade, é que estou cansada de ficar em casa, queria mesmo é estar estudando. A verdade, é que eu gosto de ter minhas coisas, meus cadernos, meus livros. Meus textos [acho que vou sentir falta de Jornalismo]. O mais interessante, é que minhas aulas começam daqui um mês e alguns dias.
Mas sabe, não sei ao certo o motivo de eu estar escrevendo nesse blog hoje. Hoje não é um dia com marcação no calendário, não é Natal, nem Ano Novo. Mas foi um dia legal. Me senti bem comigo mesma.
E, enquanto eu estava assistindo a Retrospectiva 2008 que a Globo repassou na Globonews eu percebi quantas bárbaries aconteceram no mundo, esse ano. Quanta morte, quanta fome, quanta chuva! Quanta tristeza, alegrias. Quanto esporte, lutas. Quatas medalhas! Quantas derrotas. Sabe, o mundo é meio parecido com a minha vida, cheio de novidades! A diferença é que pra se ser uma novidade no mundo é necessário possuir grandeza na notícia, fazer algo grande. Na minha vida não, na minha vida basta possuir detalhes.
Relembrar o quanto aprendi com os sorrisos, as lágrimas. Relembrar, o quanto cada amigo por mais longe que esteja, agora, marcou minha vida com seu timbre de voz. Relembrar que cada professor que passou por mim, ensinou mais do que ler, escrever, contar ou raciocinar, eles me ensinaram a conviver com cada um, independente da idade, do estilo de vida, da sabedoria, das características...
Pensar que sei lá, às vezes o céu fica nublado, como hoje, não para nos entristecer ou para dormirmos... Mas para refletirmos.
E se o ontem formou cada detalhe do que eu sou hoje, viverei mais dele. E construirei mais 'ontens' cheios de lembranças.
Se parássemos para pensar na importância de cada dia, no valor de cada abraço, no poder de cada amigo, cada sorriso, estaríamos mais preparados para os dias nublados. Se tivéssemos uma pequena noção de que nada, mas nada mesmo, foi em vão então, ao chegarmos no fim da vida, perceberíamos que vivemos uma vida cheia de erros, mas com uma alegria grandiosa, porque só com muitos erros, os acertos são enxergados e valorizados.
Sei lá, hoje percebi o quanto é muito mais valioso o que sentimos de verdade, do que o que dizem que devemos sentir. Percebi o quanto é muito mais importante termos nossa opinião formada, do que vivermos nos apegando a opiniões alheias, o importante mesmo é ser você! Com suas idéias, com seus momentos... Muito mais importante do que a ciência são os fatos que o coração descobriu.
Que ao pensar sobre o ano que vai começar, que você pense menos no que pode se tornar e mais no que você já se tornou. Lembre dos amigos que te apertaram contra os braços, que dançaram com você, que beberam, riram, se divertiram com você. Que você perceba o quanto cresceu de uns anos pra cá, quantas palavras novas você já descobriu, quantas comidas você já provou, quantos presentes já ganhou. Que você seja grato pelo que as pessoas ter feito por você, pelo que elas tentam fazer, mesmo que falhem às vezes. Que você enxergue como a tolerância o ajudou a chegar mais longe, e o quanto a ignorância te impediu de fazer novos amigos, conhecer novas culturas.
E que o seu futuro, seja repleto de ontens. Ontens com erros, com tropeços... Mas ontens cheios de recomeços!
É isso que desejo, de verdade!
Que você tenha um feliz ontem novo!
Cheio de novidades, não como as do mundo... mas como as da vida!
12/23/2008
Feliz Natal!

12/01/2008

Porque nada se compara ao dia em que me dei conta de quem Tu és de verdade. Não apenas um Deus, distante e insensível, mas um amigo fiel e íntimo. Amigo incomparável. Não criastes as coisas ruins, tampouco a morte, a fome ou a tristeza... nós escolhemos isso cada dia que se passa. Mas criastes o consolo, o abraço, a alegria, o amor... a vida!
Eu sei que tudo que o Senhor faz é certo, e não há nada que possa se comparar às obras de suas ternas mãos. Nada do que eu faça, do que eu fale, do que eu possa almejar ser algum dia. Por isso meus sonhos, minhas verdades, minhas escolhas eu rendo à Ti, pois não há ninguém tão real, não há ninguém tão pessoal, não há ninguém como Tu, como Tu és pra mim... meu amado Jesus!
Sei que sou muito pequena diante da imensidão da Tua graça, mas mesmo que tenha pouco a Te oferecer, Te ofereço o que tenho de mais valioso: meu coração.
E pouco me importa o que as pessoas venham dizer... que não existes, que és imaginação, que és criação ou lavagem cerebral [inventam tantos títulos pro Senhor, não?] Apenas eu sei o que já passei contigo, apenas eu sei quantas foram as vezes que o Senhor me abraçou, apenas eu sei as experiências que tive, as lutas que venci, as fortalezas que enfrentei. Só eu sei como me livraste da morte... Só eu sei das visões, das buscas incessantes, dos carinhos constantes...Por isso nada, nem ninguém poderá um dia me separar de Ti, me separar da Tua presença. Serei eternamente Tua e o Senhor, eternamente meu.
Porque quando eu olho para o céu, é o Teu nome que vejo escrito nas estrelas. Quando sinto o vento, sei que são Tuas mãos que me tocam.Por isso, reconheço que muito maiores são os Teus pensamentos diante dos meus. Muito maiores são Teus sonhos, Tuas vontades...
Sei o quanto preciso mudar, sei o quanto é necessário crescer. Mas peço-te Pai, que quando eu errar, quando eu desobedecer que o Senhor me perdoe e me ensine os Teus caminhos, que são mais altos que os meus.
Quanta vida já se passou por aqui. Sei que ainda tenho muito o que viver, mas peço-Te Jesus, que não me deixes esquecer das mãos que me ajudaram a levantar, dos momentos que me tornaram mais fortes, das orações que tocaram meu íntimo.
E que quando vierem Te acusar, que a Tua sabedoria me seja suficiente, pois Tu és o Deus que ama.Me ensina a amar como o Senhor amou, e mesmo que às vezes isso se torne uma tarefa árdua, que o Senhor me dê esperança para enxergar o futuro.
Que os meus pecados não sejam suficientes para me separarem do Teu amor. Mas que o Teu perdão torne-se um tesouro de valor inestimável dentro de mim.Eu te amo, amigo. Eu te amo, Senhor. Eu te amo, Pai. E quero pra sempre render a Ti o meu louvor!
Poderia escrever à Ti milhares e milhares de coisas, poderia deixar claro a minha eterna devoção por todas as belas coisas que criastes, mas para que entenda o amor que existe dentro de mim, e para resumir tudo que existe de mais belo nesse mundo eu deixo apenas uma palavra: JESUS!